(*) Por Ivani Cardoso
Dizem que jornalistas sempre têm o sonho de escrever um livro, mas eu acho que todos têm esse sonho, mesmo que não confessem. É uma pena que muitos sejam tão críticos que acham que suas histórias ou textos não valem nada e deixem o sonho de lado. Escrever é uma forma de abrir as portas para suas memórias e emoções. E não tem idade para enfrentar o desafio.
Falei sobre isso neste último domingo (12), quando participei da II Feira do Livro de Santos, na Pinacoteca Benedicto Calixto e comentei sobre meus dois livros “Verdades Inventadas”, de contos, e “Velho, eu?”, de crônicas sobre o envelhecer. O primeiro lancei com 72 anos e o segundo esse ano. O prazer de cheirar, pegar e ver seu livro viajando pelas mãos de leitores é bom demais.

Como há muitos anos participo do Grupo de Reflexões do Ideac, pude compartilhar um pouco do que estudamos e da minha experiência, inclusive para mostrar que todos temos dentro da gente boas histórias para contar, mas é preciso valorizá-las.
No envelhecer, principalmente, as lembranças aparecem de vez em quando e nos cutucam para outros tempos, personagens e fatos. Histórias familiares são importantes para marcar o passado e trazer à tona as recordações que podem ficar para as novas gerações.
Claro que não se faz um livro da noite para o dia. É preciso ter o foco, ler e reler e dar espaço para a imaginação. E não interessa se vai vender ou não, o que vale a pena é o escritor se sentir realizado e participar de todo o processo. Quantos não dizem que suas vidas dariam um belo livro? E eu não duvido, cada um traz emoções guardadas e narrativas de infância, adolescência, do momento atual mesmo.
Quando eu escrevi “Velho, eu?” não imaginava os retornos positivos que estão chegando. Até gente que eu não conheço diz que se identificou, que gostou das dicas de filmes e livros e compartilhou algumas reflexões para viver melhor essa fase. Essas reações me deixam muito, muito feliz.
O preconceito contra a velhice ainda é forte, mas quando ele surge de dentro de nós é pior ainda. Encarar o envelhecimento com mais leveza, cultivando bons hábitos e bons amigos faz toda a diferença.
E se não quer escrever leia, não deixe de ler. A leitura nos transporta para outros mundos, outras realidades. E a leitura não pode ser chata, irritante, cansativa, tem que trazer prazer. Boas escolhas são essenciais para tudo na vida.
(*) Ivani Cardoso é jornalista e escritora






Eu acho você uma grande inspiração para nós , velhos com vontade incansável de aprende ! Muito obrigada por compartilhar como venceu seus desafios e tornou-se quem você é!
Parabéns minha amiga .
Velha querida
Quem sabe um dia eu tenha coragem de escrever ! Parece tão simples , lendo seus textos vou tendo mais inspiração. Como amo aprender , escrever está na minha lista de desejos.