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Conheça um universo de informações para um envelhecimento saudável.

Idadismo, não!

Dra. Maria Celia de Abreu (*)

Muitas vezes, o preconceito contra a idade se manifesta de forma sutil, sem que a pessoa perceba que está reproduzindo valores ultrapassados. É justamente por isso que precisamos refletir, não adotar comportamentos discriminatórios sem consciência. Até pouco tempo atrás, no Brasil – e em grande parte do mundo ocidental – a velhice era desvalorizada. Essa visão negativa foi assimilada por gerações, mesmo sem clareza de seus impactos.

Hoje, porém, a realidade é outra. Pesquisas demográficas mostram que os mais velhos representam uma parcela cada vez mais significativa da população. Essa mudança decorre de dois fatores decisivos: a queda na taxa de natalidade e o aumento da longevidade – ambos em ritmo acelerado. O século XXI é, portanto, o século dos velhos. E isso tem a força de uma verdadeira revolução. Para acompanhá-la, precisamos rever conceitos que já não fazem sentido e que se tornaram nocivos.

Desvalorizar o envelhecimento nasce de experiências limitadas e de crenças antigas, que não correspondem à realidade. Como todo preconceito, o idadismo causa danos em várias frentes: prejudica quem é alvo (injustiçado e humilhado), quem o pratica (ao se fechar para experiências enriquecedoras) e a sociedade como um todo (que desperdiça energia para corrigir distorções, quando poderia investir em avanços construtivos). Muitas vezes, o próprio idoso também carrega dentro de si esse preconceito internalizado – e precisa reconhecê-lo para substituí-lo por uma visão mais justa e positiva.

“Etarismo”, “idadismo” e “ageísmo” são termos equivalentes que descrevem atitudes discriminatórias baseadas na idade. Embora frequentemente associados à velhice, podem atingir qualquer faixa etária.

Nos meus cursos – o online “Conceitos, Preconceitos e Fatos” e o presencial “Idadismo: a culpa é minha?”, oferecidos pelo Ideac – discutimos esse fenômeno multifacetado sob diferentes perspectivas, buscando compreender suas raízes e, principalmente, criar respostas mais adequadas ao nosso tempo.

E aproveito para convidar: já está disponível um novo vídeo sobre idadismo em nosso canal do YouTube – O novo da velhice. Assistam, curtam, comentem e compartilhem:

(*) Dra. Maria Celia de Abreu é psicóloga, coordenadora do Ideac e autora, entre outros livros, de “Velhice, uma nova paisagem “ (Ed. Summus)

 

(Foto: Jader Andrade)

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Suely Tonarque
Suely Tonarque
5 meses atrás

Muito bom.
Parabéns

Luzia de Dios
Luzia de Dios
5 meses atrás

Ótima reflexão e vídeo!!

Marli Corrales Henriques
Marli Corrales Henriques
5 meses atrás

Gostei da introdução ao video, retoma conceitos e preconceitos. Nunca é demais.
E para aqueles que ainda não assistiram ao video , assistam!
Vale a pena.

Aldeci
Aldeci
5 meses atrás

Esperança, criatividade,fé e amor não tem idade. Não ao idadismo!!

Tatiana
Tatiana
5 meses atrás

Depois desse lindo e positivo texto, só fazer uma grande passeata valorizando nossa idade, nossa velhice saudável e nosso permanente aprendizado. Parabéns Maria Célia!

Cleide Martins
Cleide Martins
5 meses atrás

Já assisti ao video e participei do curso presencial Conceitos,Preconceitos e Fatos e sempre aprendo muito! Recomendo – esse texto é um convite imperdível! Grata .

Gelsomina Iaccino Petrone
Gelsomina Iaccino Petrone
5 meses atrás

Realmente é importante estarmos sempre atentas as nossas próprias atitudes.
Obrigada Maria Célia por nos alertar.

Francine Forte
Francine Forte
5 meses atrás

Quantas vezes desvalorizamos o proprio envelhecimento, um alerta para conosco e muitos a quem possamos atingir, bom convite à reflexão e ação. Gostei quando você diz do “buscar respostas mais adequadas ao nosso tempo”, convida-me a pensar nos aprendizados continuos e no movimento que isso faz. Obrigada por mais esse texto , Abraço

Jader Andrade
Jader Andrade
5 meses atrás

Tema importante. Vale sempre reconhecer e trabalhar preconceitos em nós mesmos!!

dearaujolucy@gmail.com
dearaujolucy@gmail.com
3 meses atrás

É sempre bom ler seus textos, ajuda- me a refletir e até encontrar o preconceito que existe em mim. Obrigada!

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