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Conheça um universo de informações para um envelhecimento saudável.

2025 foi um bom ano para o Ideac

Dra. Maria Celia de Abreu (*)

Fim de ano. É aquele tempo de rever o que o Ideac andou fazendo durante 2025. Foi um ano agitado, animado, preenchido por incontáveis atividades. Todas elas sempre voltadas para o envelhecimento, e sempre orientadas por alguns princípios.

Porém, achamos que o temos de mais importante para divulgar são os princípios orientadores. A partir deles, outras pessoas podem criar outras atividades – e disseminar conceitos sobre o envelhecimento é uma das propostas do Ideac.

O Ideac – abreviação de Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico, e Comércio, é uma pequena empresa sediada em São Paulo. Desde a década de 90 do século passado, sua preocupação principal é conhecer o envelhecimento, refletir sobre ele, buscar maneiras de viver da melhor forma possível as últimas fases da vida, e inspirar outras pessoas ou instituições para que façam o mesmo.

Em vez de velhice, preferimos falar envelhecimento. Velhice é um constructo: conforme a época histórica, conforme a cultura, ela é conceituada e valorizada de uma maneira própria. Envelhecimento é um processo, é dinâmico, e ocupa um lugar universal, inevitável e que aparece gradualmente ao longo da vida humana.

Gostamos da imagem de que a vida corresponde a uma estrada que cada um de nós percorre; por ela vão desfilando paisagens, uma representação das fases da vida. As paisagens aparecem em sucessão, uma depois da outra, e cada uma é diferente das outras; entretanto, todas elas têm o mesmo valor, a mesma importância, nenhuma é melhor ou pior, apenas são diferentes, têm características diferentes.

No Ideac, também não esquecemos que cada pessoa é única, a história de vida de cada um é singular. Em consequência, dentro de todas as faixas etárias, há heterogeneidade entre as pessoas que as compõem, só que quando mais adiantada em anos a fase, mais marcante fica essa heterogeneidade. Em consequência, postular generalizações sobre “os velhos” tem alta probabilidade de cometer enganos.

Envelhecer com independência e autonomia é um ideal em relação ao qual há poucas controvérsias – talvez nenhuma. Entretanto, não há um modelo universal de “ser velho”. Para cada pessoa, isso se concretiza de uma maneira diferente. Para cada um descobrir o que é o seu melhor dentro do processo de envelhecer, é preciso se informar e se autoconhecer. A troca, o compartilhamento, a reflexão em conjunto, o diálogo são excelentes caminhos para se buscar esse objetivo.

O Ideac quer dialogar com pessoas de qualquer faixa etária, embora dê preferência às mais velhas. Não é a idade cronológica que importa; só é preciso que estejam dispostas a aprender, evoluir, aperfeiçoar-se, o que demanda esforço e disponibilidade, que queiram se esforçar para cultivar o otimismo, e que sejam corajosas para considerar de coração aberto que o envelhecimento é inevitável e que culmina na finitude. O diálogo do Ideac não encontra ressonância em quem se recusa a entender e aceitar o envelhecimento, aí incluso o próprio envelhecimento.

Quando dialogamos sobre o envelhecimento, vivemos melhor esse processo (ou, se for o caso de sermos jovens, nos preparamos para vive-lo melhor no futuro). Nesse diálogo, aprofundamos nossa compreensão sobre nós mesmos, assim como compreendemos quem está envelhecendo perto de nós.

Quando dispomos de informações sobre o envelhecimento, incluindo conhecer profundamente pessoas que envelhecem, descobrimos que envelhecer bem ou mal depende de circunstâncias sobre as quais não temos ingerência, e então o procedimento mais sábio em relação a elas e não viver em função delas, não as valorizar, e aceitá-las. Porém, descobrimos também que há situações e fatores que podemos manipular a nosso favor! Uma das metas das atividades propostas pelo Ideac é justamente oferecer oportunidade para quem frequentá-las de descobrir para a vida saídas não percebidas antes, que sejam construtivas, positivas e viáveis.

As falas do Ideac não são salvação para a vida de ninguém. Elas apenas instigam reflexões e ações, baseadas em conhecimento, que são oportunidades para se viver mais plenamente e se alcançar uma sensação subjetiva de felicidade. Não promovem mudanças bombásticas, repentinas e radicais (em cuja duração não acreditamos), mas, a partir de um trabalho contínuo, persistente e lento, conseguem transformações significativas.

Quem frequentou o Ideac durante 2025 teve à disposição um leque de oportunidades para estabelecer novas percepções e aprendizagens. Houve atividades presencias, duas delas festivas; um espaço virtual que pode ser percorrido livremente: site, blog, facebook, instagram, canal O Novo da Velhice no YouTube, grupos de whatsapp formados a partir de grupos presenciais); produtos gráficos com os quais o leitor interage: Calendário dos Afetos, Calendário das Finanças, Conta Essa, Vô! Conta Aquela, Vó!; e material para leitura (Enquetes, Rodas de Aprender em dois volumes, Coleção Encantos da Maturidade em três volumes, Andanças pela Europa- apontamentos de um paulista curioso).

Uma revisão do que o Ideac acredita e do que ele ofereceu em 2025 foi reconfortante para quem esteve à frente das atividades. Esperamos que seja iluminador para quem dele participou, e que seja inspirador para quem, como nós, trabalhe com o envelhecimento, sob alguma de suas inúmeras perspectivas.

Agradeço a todos que nos apoiaram nas atividades presenciais e nas redes sociais e espero que em 2026 continuemos juntos.

Feliz Ano Novo!

(*) Dra. Maria Celia de Abreu é psicóloga, coordenadora do Ideac e autora de vários livros, entre eles, “Velhice uma nova paisagem”

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Cleide Martins
Cleide Martins
2 meses atrás

Sou grata aos cursos do Ideac e reflexões de nossas reuniões que me ajudam a atravessar os anos e desafios do envelhecer .

Tatiana Wernikoff
Tatiana Wernikoff
2 meses atrás

Maria Célia, um presente muito especial que a vida me deu foi fazer parte do IDEAC. Viver esse processo de envelhecimento junto com o grupo e das muitas atividades que participei, foram aprendizados altamente relevantes, que me permitiram e continuam permitindo, a viver plenamente bem essa fase da vida. Obrigado MC

Jader Andrade
Jader Andrade
2 meses atrás

A convivência por si só já é fonte de aprendizado! Muito grato !

Marli Corrales Henriques
Marli Corrales Henriques
2 meses atrás

O IDEAC, na coordenação de Maria Célia, me deu muitas oportunidades. Todas voltadas para conhecer mais e melhor, para refletir, para trocar com outras pessoas. Tem sido riquíssimo!
Agradeço por esta oportunidade.

Yaya de Andrade
Yaya de Andrade
1 mês atrás

Celia, voce sempre foi um otimo modelo de pessoa nos varios contextos que te encontrei…inclusive nos acampamentos precarios muito tempo atras. Acho que conforme vamos vivendo decadas podemos descobrir que o que vem pode ser planejado mas o que acontece tem que ser vivido…. Agora eu vou mandar um texto para o blog to IDEAC todo mes com temas que aqui no Canada nos leva a refletir, a ter dialogos interessantes. Tudo de bom e salve o IDEAC.

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