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Conheça um universo de informações para um envelhecimento saudável.

Velhos sábios e a mágica da vida

Qual o segredo para envelhecer bem?

Não há receitas, mas há muitas evidências que mostram que uma vida saudável, bons relacionamentos, manter a curiosidade para aprender sempre, ter bom humor e buscar a espiritualidade e a alegria no cotidiano podem fazer muita diferença.

Estudo da University College London, considerada recentemente a oitava melhor universidade do mundo, aponta que participar regularmente de atividades culturais, como leitura, música e visitas a museus, pode desacelerar o envelhecimento biológico. A pesquisa, publicada na revista científica Innovation in Aging, analisou dados de 3.556 adultos no Reino Unido e identificou que pessoas com hábitos culturais frequentes aparentavam envelhecer até 4% mais lentamente.

Parece familiar? O Ideac nasceu com a missão de trazer informação séria e ações para se envelhecer com mais leveza e sabedoria. Hoje, para celebrar o Dia Internacional da Pessoa Idosa, resolvemos trazer alguns depoimentos de pessoas que frequentam os grupos de reflexão, cursos e oficinas do Ideac, que justamente incentivam temas como leitura, cinema, música, dança, teatro e artes em geral.

A psicóloga Dra. Maria Celia de Abreu, 82 anos, idealizadora e coordenadora do Ideac, conta que viajando de avião, assimilou um aprendizado: “no caso de as máscaras de oxigênio caírem, a gente deve colocar primeiro a própria, e só depois se preocupar com quem estiver ao lado. Mesmo que seja uma criança. Mesmo que essa criança seja seu filho.”

Ela transfere esse ensinamento – forte! – para o envelhecimento: “para ocupar um espaço construtivo na sociedade, proporcionar boas coisas para outras pessoas, sendo eu uma mulher velha, preciso primeiro estar bem.

O Ideac é o avião que passa pela turbulência e também é a minha máscara, através da qual me oxigeno.”

Para ela, participar do Ideac ampliou sua compreensão da longevidade, reconhecendo manifestações de idadismo e vislumbrando caminhos positivos para quem envelhece. “Nele há liberdade para o compartilhamento de diferentes pontos de vista dos participantes, o que nem sempre é viável em outros círculos de relacionamento (vizinhos, colegas de trabalho, familiares, membros de associações religiosas ou de clubes de lazer, por exemplo). Participar do Ideac ocupa tempo, gasta energia e dá trabalho – só que sem a estrutura que ele oferece, creio que eu não teria motivação para me informar e me rever em relação às incontáveis questões do envelhecimento. Percebo que aproveito o melhor possível as possibilidades da minha faixa etária, bem como sei que posso desempenhar com seriedade e embasamento científico o papel de consultoria (informal ou formal, não importa) para questões do envelhecimento.”

E o avião? Ela complementa: “As turbulências virão, elas são inevitáveis; porém, estou equipada para respirar, bem como para ajudar quem está a meu lado e está atrapalhado com sua máscara de oxigênio. Meu sonho: que aviões (iniciativas equivalentes ao Ideac) levantem voo, e que sejam muitos!”

Bem mais jovem, a atriz Cristina Vilela, 49 anos, garante que fazer parte do IDEAC a fez descobrir um mundo novo: “As experiências, os relatos e o convívio têm ampliado meu olhar sobre o envelhecimento e me feito crescer como pessoa, despertando em mim a vontade de estudar e aprender cada vez mais. Para mim, é muito importante fazer parte dessa equipe e poder compartilhar, aprender e contribuir com tantas histórias e experiências.”

A psicóloga Francine Forte, 70 anos, deu sua contribuição: “Desde 2018, participo do Ideac em cursos de Memória/Criatividade, Rodas de Aprender, Reinventar-se já, Segundas Intenções, etc. A riqueza desse espaço (conhecimento, aprendizado contínuo e compartilhamento), contribui ao longo desse tempo a desmistificar estereótipos, informações como aplicar na prática o conhecimento adquirido e principalmente na vivência ver pares ativos que nos inspiram a começar novos projetos. Vale citar que os três” R” são muito importantes: Responsabilidade, Respeito e Relevância.”

Sempre que pode, a atriz Irene Ravache frequenta as atividades oferecidos pelo Ideac e comenta que o que mais gosta é a leveza e a simplicidade com a qual o conteúdo é apresentado: “Penso ser este o modo mais eficiente para atingir o entendimento. Eu me sinto bem entre os participantes. Ouvir seus relatos, alguns bem diferentes dos meus, me conduz à reflexão e ao mesmo tempo eu fico próxima. Rever o que estava adormecido me permite dar um sentido possível a pequenas e preciosas coisas das quais nem lembrava. A importância de buscar e reviver a memória é presente a cada curso. Considero isso muito estimulante!”

A jornalista Ivani Cardoso, 74 anos, brinca, mas é verdade, que entrou no Ideac sem ser convidada, mas insistiu tanto que foi aceita pelo grupo: “E ainda bem. Eu não sabia nada sobre envelhecimento, mas eu queria muito entender o que estava acontecendo comigo e como eu poderia lidar melhor com essa fase tão incerta. No Ideac encontrei o que me escapava, encontrei amigos, compartilhei experiências, aprendi muito sobre teoria e prática do envelhecimento.”

Com o grupo, percebeu que envelheceu muito melhor do que esperava: “Estou envelhecendo no que é novo, em descobertas, em escolhas que têm a ver comigo. Sigo aprendendo, escrevendo, trabalhando, mantendo minha curiosidade em alerta; vivendo, enfim. Com esse grupo eu perdi o medo e assumi o controle das emoções de uma velha de bem com a vida e em movimento.”

O médico Jader Santos Andrade, 65 anos, trabalha na assistência a idosos e conta sua experiência: “Uma vez uma senhora com mais de 80 afirmou que apesar do meu trabalho, não sei o que é ser velho: só se tendo 80 para saber o que é isso, ela me falou. Sim, do ponto de vista da vivência, concordo. Porém a oportunidade de discutir, em grupo, assuntos relacionados ao envelhecimento, me permite intuir e deduzir através da experiência e da reflexão com meus pares, ampliando minha percepção e entendimento desta fase da vida, e, portanto, me capacitando mais para o exercício da minha função profissional.”

A pedagoga e artista plástica Lucy de Araújo, 85 anos, participa do Ideac desde os 52 anos e afirma que foi amor e convivência muito rica: “Iniciei logo após a aposentaria num grupo pequeno com objetivo de refletirmos sobre nossa idade. Foram poucas reuniões. Mantive sempre contato, passei a frequentar vários cursos e atividades. Faço parte, há vinte e cinco anos, do grupo de Reflexão da Maturidade, Os Pantufas de Ouro.”

A psicóloga Maria de Lourdes Junek, 76 anos, mandou sua mensagem:“Participar das reuniões do Ideac foi facilitador para eu me conscientizar do que é envelhecer e constatar que é só mais uma fase de vida.”

A socióloga e educadora Maria Lucia Ruiz Di Giovani, 79 anos, quando se aposentou em 2012 ainda não tinha se dado conta de que sua velhice também se materializava. “Foi então que o IDEAC se fez presente. Leituras, reflexões, cursos, vivências e a companhia de outras pessoas dividindo comigo suas próprias experiências me ensinaram a olhar mais para mim mesma nessa nova fase da vida. Sem medo. Fui notando o espanto que provocava ao anunciar a meus grupos de amigos e conhecidos que estava estudando e que meu tema de interesse era o envelhecimento. Como assim? Esse tema não “faz mal?  Não faz com que você fique velha antes do tempo? Como se a simples verbalização da palavra devesse ser evitada.”

E afirma: “Certamente não faz! Ao contrário, me ajuda a identificar preconceitos e me torna uma velha mais sábia. Mais capaz de fazer valer minha identidade individual e cole participa do Ideac desde os 52 anos e afirma que foi amor e convivência muito rica: “Iniciei logo após a aposentaria num grupo pequeno com objetivo de refletirmos sobre nossa idade. Foram poucas reuniões. Mantive sempre contato, passei a frequentar vários cursos e atividades. Faço parte, há vinte e cinco anos, do grupo de Reflexão da Maturidade, “Pantufas de Ouro.” Sabemos ainda que dessa percepção depende a capacidade coletiva dos velhos reivindicarem politicamente seus direitos. Todo meu agradecimento e respeito ao IDEAC que vem há anos fazendo esse trabalho.”

A gerontóloga e podóloga Maria Eliza Henriques Silva começou a frequentar o Ideac em 2025 e explica que participar das atividades é enriquecedor, estimulante e salutar: “Os nossos encontros, alguns virtuais outros presenciais me proporcionam estudo compartilhado, atividades lúdicas e a importante socialização nesta fase de vida.”

Durante toda a sua vida, a psicóloga Marli Corrales Henriques sempre teve um profundo interesse pela infância e por todas as etapas do desenvolvimento humano. Com o tempo, o próprio envelhecimento trouxe um novo foco de curiosidade e estudo: “Diante desse mundo novo e desconhecido, passei a buscar cursos, encontros e livros. Foi no Ideac que encontrei — e sigo encontrando — acolhimento, afeto, trocas enriquecedoras e um aprofundamento sincero sobre o envelhecer.”

Para ela, esse movimento vai além do interesse teórico ou acadêmico: é uma jornada profundamente pessoal. “Cada leitura, descoberta e reflexão sobre a mente e o corpo ganham outro significado quando vividas na pele. Trata-se de olhar para a longevidade não apenas como o simples passar dos anos, mas como um campo dinâmico de contínuo aprendizado, sabedoria e transformação”, complementa.

Suely Tonarque, 75 anos, psicóloga, gerontóloga e influencer, admite que nessa fase da vida tem o sentimento de pertencimento ao seu melhor momento na vida, o seu envelhecimento: “Claro que fico cansada assim vezes chateada e triste em contrapartida tenho cada vez mais vontade de Viver. Digo, penso e sinto a Festa e o Cotidiano. Faço parte do Ideac há 12 anos e é um dos responsáveis por essa paixão à minha Velhice.”

Para a psicóloga Tatiana Wernikoff, 84 anos, antes de entrar no Ideac ela convivia bem com a idade, mas com um pezinho atrás. Entrar no instituto foi abrir uma verdadeira janela para a vida: “E é essa janela que pretendo sempre manter aberta. Pelos excelentes relacionamentos, turma maravilhosa, muito aprendizado e a certeza de saber hoje aceitar meus limites, respeitar e estimular que outros tenham uma velhice saudável, carinhosa e acolhida. Obrigado, pessoas queridas.”

Com todos esses textos lindos, o Ideac celebra o Dia Internacional da Pessoa Idosa e se orgulha de poder contribuir para ampliar o conhecimento dessa fase da vida e agradece a todos que participam de seus grupos, divulgam e continuam acreditando que velhice pode ser uma nova paisagem.

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Tatiana
Tatiana
3 horas atrás

Ler esses depoimentos traz uma emoção que reveste a vida. Parabéns a cada um de nós por buscar, valorizar e alimentar a boa velhice. O IDEAC é nosso alimento e nosso amor, pelas pessoas e pelo aprendizado sempre renovado.

Jader Santos Andrade
Jader Santos Andrade
2 horas atrás

Celebremos todos, com alegria e mais sabidos! Grato por nos lembrar do que nos une, Ivani!

Gelsomina Iaccino Petrone
Gelsomina Iaccino Petrone
2 horas atrás

Parabéns a todos e todas que fazem parte desse grupo maravilhoso que é o Ideac.
Lendo o texto me identifiquei com vários depoimentos.
Acredito que todas as fases da vida trazem aprendizados mas a velhice para mim tem feito “milagres”.
Nessa fase me abri para mudanças e para o auto conhecimento.
E com certeza descobrir o Ideac só me acrescentou conhecimento.
Como diz a Suely: Sou velha com orgulho.
Abraço carinhoso a todas e todos.

Cleide Martins
Cleide Martins
2 horas atrás

Antes de frequentar o Ideac eu
não sabia ser possível estudar e aprender, após os 70 anos. Hoje sei. Obrigada por me ajudar a ter uma velhice saudável !

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